Análise do texto "Para além do corpo cravado de likes: a revolução deverá ser lúdica!"
De acordo com a teoria do filósofo Horkheimer, a Indústria Cultural age de forma totalitária ao selecionar e controlar aquilo que o indivíduo deverá consumir. De maneira análoga, as redes sociais, ao manter links diretos com outros sites e diversos anúncios, cria uma base de dados de acordo com o perfil de casa usuário e seleciona a ordem de aparição das informações, propagandas ou postagens que se encaixam estritamente no seu quadro de gostos. É evidente, portanto, que as redes sociais criam na verdade uma pseudo sensação de liberdade – as pessoas acreditam que através do ambiente virtual elas têm autonomia de diálogo, de ação e de pensamento - mas na verdade, elas estão apenas consumindo uma pequena parcela pré-selecionada em um vasto ambiente de dados.
Concomitantemente, além do indivíduo ser enganado por achar que está controlando aquilo que está consumindo, ele também pode se tornar refém de informações sem autenticidade nessa infinidade de dados. Da mesma forma que nas antigas sociedades as notícias eram passadas verbalmente e sua veracidade era comprometida, o ambiente virtual se tornou um mausoléu de fatos verdadeiros que são mortos enquanto as invenções se sobressaem. Desse modo, a questão do controle de referências juntamente com a propagação de elementos inverossímeis tornam as redes sociais um ambiente suscetível à manipulação e as perdas das individualidades em devoção ao complexo sistema que prega a liberdade.


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